
Quem precisa comprar créditos estudantis na sede do SETUT (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina), na avenida Maranhão, tem comido o pão que o diabo pisou (porque só amassar é moleza). Logo de cara, o condenado depara-se com filas quilométricas (foto acima) que, de acordo com o período do dia, mudam de lugar pra garantir que as pessoas fiquem sempre onde bate o sol.
Na sexta-feira passada, tive de enfrentar esse desafio, visto que meu cartão verde (sim, aquele que no verso traz uma foto na qual o usuário parece um morto-vivo) estava sem créditos. Cheguei por volta do meio-dia e meia, e cheguei a pensar em pegar um táxi pra chegar até o fim da fila, mas fui caminhando mesmo. Tomei meu inglório lugar de último colocado, que só durou alguns milésimos de segundo – quando virei a cabeça, 25648 pessoas haviam chegado depois de mim.
Logo, várias pessoas perceberam o potencial de consumo daquela multidão, e vendedores de picolés e sorvetes apareceram de todos os lados. Mais tarde, foi a vez dos vendedores de churrasquinho. Depois chegaram vendedores de cachorro-quente. Mais tarde, passaram a vender refeições completas. Quando eu já estava um pouco mais na frente, já havia um restaurante McDonalds instalado a poucos metros de mim, o Bob’s estava em construção e havia rumores na fila da instalação de uma concessionária de automóveis nas redondezas.
De tanto esperar, as pessoas ficavam meio “anestesiadas”, em uma situação que fica entre a embriaguez e a loucura total. Uma mulher agarrou-se à minha camiseta e, com um aspecto insano, me perguntou que dia da semana era aquele. Muitos choravam. Cabelos desgrenhados, barbas por fazer (depois um cara percebeu isso e começou a vender barbeadores). Os fortes resistiam, os fracos iam embora. Comovi-me quando observei um rapaz desistindo. Ele saiu da fila chorando copiosamente e cantarolando: “vem vamos embora, que esperar não é saber... quem sabe faz a hora, não espera acontecer”... Foi tocante.
A fila era tão grande que praticamente “todo mundo” estava lá. Arrisco-me a afirmar que, se a fila fosse colocada na vertical, o último colocado pisaria na lua. Algumas presenças ilustres: Power Rangers, Darth Vader, Gugu Liberato, Sérgio Malandro, Ozzy Osbourne, Mr. Bean, Inri Cristo, Allejo (o maior craque de todos os tempos), Steven Seagal, Chimbinha, Joelma e o Amaury Jr (entrevistando todo mundo). Finalmente, depois de muita espera, fui atendido, e ao sair me deparei com um templo da igreja universal que o Edir Macedo havia mandado construir bem no meio da fila, pra “acabar com o sofrimento” daquelas pessoas.
Ou seja, foi normalzinho.
Na sexta-feira passada, tive de enfrentar esse desafio, visto que meu cartão verde (sim, aquele que no verso traz uma foto na qual o usuário parece um morto-vivo) estava sem créditos. Cheguei por volta do meio-dia e meia, e cheguei a pensar em pegar um táxi pra chegar até o fim da fila, mas fui caminhando mesmo. Tomei meu inglório lugar de último colocado, que só durou alguns milésimos de segundo – quando virei a cabeça, 25648 pessoas haviam chegado depois de mim.
Logo, várias pessoas perceberam o potencial de consumo daquela multidão, e vendedores de picolés e sorvetes apareceram de todos os lados. Mais tarde, foi a vez dos vendedores de churrasquinho. Depois chegaram vendedores de cachorro-quente. Mais tarde, passaram a vender refeições completas. Quando eu já estava um pouco mais na frente, já havia um restaurante McDonalds instalado a poucos metros de mim, o Bob’s estava em construção e havia rumores na fila da instalação de uma concessionária de automóveis nas redondezas.
De tanto esperar, as pessoas ficavam meio “anestesiadas”, em uma situação que fica entre a embriaguez e a loucura total. Uma mulher agarrou-se à minha camiseta e, com um aspecto insano, me perguntou que dia da semana era aquele. Muitos choravam. Cabelos desgrenhados, barbas por fazer (depois um cara percebeu isso e começou a vender barbeadores). Os fortes resistiam, os fracos iam embora. Comovi-me quando observei um rapaz desistindo. Ele saiu da fila chorando copiosamente e cantarolando: “vem vamos embora, que esperar não é saber... quem sabe faz a hora, não espera acontecer”... Foi tocante.
A fila era tão grande que praticamente “todo mundo” estava lá. Arrisco-me a afirmar que, se a fila fosse colocada na vertical, o último colocado pisaria na lua. Algumas presenças ilustres: Power Rangers, Darth Vader, Gugu Liberato, Sérgio Malandro, Ozzy Osbourne, Mr. Bean, Inri Cristo, Allejo (o maior craque de todos os tempos), Steven Seagal, Chimbinha, Joelma e o Amaury Jr (entrevistando todo mundo). Finalmente, depois de muita espera, fui atendido, e ao sair me deparei com um templo da igreja universal que o Edir Macedo havia mandado construir bem no meio da fila, pra “acabar com o sofrimento” daquelas pessoas.
Ou seja, foi normalzinho.

