terça-feira, 30 de outubro de 2007

Pronto...vai ter Copa no Brasil

Finalmente anunciaram logo de uma vez que a Copa de 2014 vai mesmo ser no Brasil. Já era esperado. Só que o que um cara lá no trailer do Amaral (onde almoço diariamente) disse me deixou preocupado. Ele disse que pode haver muita roubalheira nas obras de adequação dos estádios e instalações. E ele está certo. Eu não tinha pensado nos itens brasileiríssimos que podem melar a festa do futebol: corrupção/maracutaia/cambalacho/marmelada. Então é bom ficarmos com um olho nas jogadas geniais (da seleção, ou não) e outro nos filhos da p..olíticos.
Falta um tempão pra copa de 2014. Vejamos o que terá mudado (ou não) até lá:

-Eu terei 29 anos (mas não sei se continuarei com esse porte físico estacionado nos 17 anos)
-João Havelange terá 250 anos
-Zagallo terá 117 anos
-O SBT estará exibindo a reprise de "A usurpadora" pela 39ª vez
-Galvão Bueno continuará como narrador, apesar de não ter mais condições mentais para desempenhar tal função
-A temperatura do planeta terá subido 0,32°

BRASIL, SIL, SIL!

* * * *

Muito obrigado pelo carinho, Flávia Gerusa. Um beijo do seu amigo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Alakazam

Essa eu queria postar aqui há muito tempo, e consegui finalmente fotografar (mesmo que tenha sido de dentro do ônibus). Um dono de banca de revistas lá do bairro Marquês tem certos talentos mágicos: reparem no que ele diz ser capaz de fazer:


Agora eu me pergunto duas coisas:

1- Por que que um cara desse tem uma banca de revistas quando poderia estar ganhando fortunas fazendo mágicas pelo mundo?

2- Será que o Mister M consegue revelar esse truque?


Eita mundo doido...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Pelo menos tô tentando

Vim aqui só pra dizer que estou pensando, remoendo, maquinando, imaginando, planejando, tramando, conjecturando, traçando e construindo um maneira de prender a atenção de vocês leitores nesse blog.


Já que a julgar pelo número de comentários, ninguém tá lendo é nada aqui.



Estou pensando em partir pra apelação pra ver se consigo algum resultado. Uma das minha principais medidas é deixar de usar uma linguagem mais ou menos rebuscada para os padrões de um blog e passar a escrever da maneira que falo no dia-a-dia (talvez isso não seja uma boa idéia, pois falo um palavrão a cada 0,25 segundo).

Já ouvi falar de blogueiros que se deram bem escrevendo textos sujos e infames, mas sempre com criatividade. Vou experimentar essa receita aqui em breve.

pois é isso. Abraços pra todos.

(olá! tem alguém aí??)

Só os grilos mesmo. Caramba, como eles saltam longe...


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O remédio do Otaviano

-Como foi o dia? perguntou a esposa.
-Cansativo, respondeu Otaviano, funcionário de um escritório de contabilidade do centro do Rio de Janeiro, daqueles instalados em um prédio bem antigo.

Otaviano realmente estava cansado - tinha atendido um cliente que insistia que havia problemas no serviço que o escritório tinha prestado semanas antes à sua empresa- . teve de ouvir o homem gritar a manhã inteira, fato que deixou Otaviano nervoso (inúmeras idas ao bebedouro no final do corredor da repartição). Mas o cliente indignado não parou para tomar água. Brigou sozinho a manhã inteira mesmo.

Otaviano ainda estava estressado com a situação da manhã, mas ele havia chegado em casa, e nada mais importava para ele, já que hoje tem jogo do Fluminense.

Esse é, de certa forma, um anestésico, que Otaviano toma semanalmente contra as dificuldades que a vida de assalariado lhe impõe. É o remédio contra o cliente chato, o ônibus lotado e a água quente do bebedouro do final do corredor. é o Fluminense, oras!!!

Duas horas antes do jogo, ele já está preparado pra sair de casa (quem vai de ônibus pro estádio tem que se prevenir pra não chegar depois do início da partida, coisas da vida). Vestido com a tradicional camisa verde, vinho e branca ("linda demais", como diz o próprio Otaviano) e acompanhado do tradicional radinho de pilha que leva junto ao ouvido durante a partida ("sem narração a gente fica meio perdido, sabe?"), ele sai correndo, descendo os degraus da porta de casa rapidamente e deixando o portão entreaberto.

Ele nem percebeu que a mulher havia dito um "tchau". Mas ela não deu importância pra isso (era o Fluminense, oras!). recentemente eles haviam conversado sobre futebol antes de dormir. Otaviano tinha manifestado um medo de que a corrupção um dia acabasse com sua maior paixão: ir ao Maracanã ver o Fluzão jogar.

-Não vamos chegar a esse ponto, Otaviano. fique tranquilo e durma. Já tomou seu remédio?
-Os comprimidos? tomei, tomei...eu nunca esqueço.

Mas o remédio do Otaviano mesmo era o Fluminense.


* * * * *

Dedicado à memória do meu tio Manoel Evangelista.




domingo, 14 de outubro de 2007

Conselho aos leitores

Plantão urgente para conselho aos leitores deste blog:


Sejam legais com seus pais e irmãos.


"mas esse post é só isso, Dowglas???"


Pode não parecer, mas isso é muito.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O compositor de pérolas

Tenho o privilégio de ter como primo uma figura pitoresca, que me fornece material pra disponibilizar aqui pra vocês. Trata-se do Bruno, meu primo por parte de pai que é um verdadeiro especialista na arte de compor pérolas (especialmente com o tema "futebol" e o subtema "flamengo", mas ele varia de vez em quando). Vamos a alguns exemplares:

"Eu não trocaria o Bruno (goleiro do flamengo) pelo Rogério Ceni"

nem nós da torcida tricolor trocaríamos o Ceni por ninguém, cara. Então fica tudo como está.

"Tudo o que o Rodrigo Santoro fez até hoje eu teria coragem de fazer"

Nesse caso, meu primo esqueceu-se do fato de que Rodrigo Santoro beijou na boca o ator Gero Camilo no filme "Carandiru".


Agora não estou lembrando de mais exemplos, mas outros posts com essa mesma temática virão em breve.

sábado, 6 de outubro de 2007

Não virei um ronaldinho

É parte da minha personalidade ficar lembrando de coisas de há muito tempo atrás. Algumas são toscas, outras me fazem querer sumir do planeta e algumas poucas me dão orgulho de mim mesmo. Essa semana lembrei de um dia da minha infância (na verdade pré-adolescência, sempre fui meninão). Vamos a ele.

Eu costumava jogar bola em uma rua estreitíssima que passa atrás do quintal da minha casa na minha cidade natal, São João dos Patos (MA). Eu devia ter uns 13 anos. Era um bando de amigos...Eu, Maycon, Guilherme e alguns primos de segundo grau. Terra batida, chinelos ou pedras servindo pra delimitar o gol e todos descalços. O "campo" (na verdade uma via pública) era ladeado por dois muros, então era possível usar as paredes como companheiras de time, fazendo o polêmico drible da tabela (muitos não aceitavam essa jogada).

Eu jogava bem, modéstia à parte. Não via a hora de chegar o final de tarde pra ir pro beco jogar bola. Jogávamos todo santo dia, e só dava pra jogar com times de dois (estreito!). O jogo era gentilmente interrompido quando alguém precisava passar, afinal, ali era uma pequena rua. Um dia, um senhor simpático atravessou nosso templo do futebol e, ao nos ver sujos, com os pés descalços e as canelas marrons de tanto barro, além do rosto suado e igualmente sujo de terra, disse, sorrindo:

" Muito bem. É daqui que saem os Ronaldinhos da vida"


Quisera eu ter virado um Ronaldinho... afinal, como diz um amigo meu, "estudar não dá dinheiro... o negócio é jogar bola".




terça-feira, 2 de outubro de 2007

Só pra cumprir tabela

Olá.

Nesse momento, a minha maior alegria é meu time do coração, o São Paulo Futebol Clube. O matemático Oswald de Sousa afirmou que o tricolor (que os corinthianos faladores insistem em chamar de "tricoflor") tem 98% de chances de ganhar o título do brasileirão.

Mas quem me conhece bem sabe que eu ainda tenho receios de que o título não venha. Pura besteira.

O que interessa é que a torcida do São Paulo (ou "Bambis", como costumam chamar os corinthianos faladores e analfabetos) é a melhor do Brasil.

Saindo do Futebol, vejamos o que tenho feito nos últimos dias:

1- Continuo perdendo a audição gradativamente por causa do Mp3 player
2- Procurando CD's legais pra baixar na comunidade de discografias no orkut
3- Imaginando um modelo novo de camisas pra sugerir pra turma lá na Universidade
4- Tentando arrumar tempo pra levar o violão pra colocar um suporte

ah. esse post foi só pra cumprir tabela mesmo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Quando o dia vale a pena

É nas coisas toscas e nas bobagens que está a graça do dia-a-dia (pelo menos no meu). Uma simples viagem de ônibus de uma hora da Universidade até chegar em casa pode trazer coisas inesperadas e, principalmente, engraçadas. Vejamos alguns exemplos disso, que aconteceram nos últimos dois dias:

Uma frase oportuna. O Rodoviária Circular I estava lotado, como sempre, no horário das 18:30. quando o ônibus pára em frente ao clube das classes produtoras, na avenida Presidente Kennedy, uma moça vê o monte de gente que está prestes a entrar no ônibus (o que parecia impossível àquela altura), e, num surto de indignação por causa do desconforto de ficar em pé, espremida num corredor de ônibus, diz a seguinte frase:

"Eles (os políticos) querem que a gente estude, mas olha o incentivo que nos dão"

Um trocadilho mais que gasto. No mesmo Rodoviária Circular I, eu estava distraído quando o ônibus parou próximo ao chamado "balão da coca-cola", na região norte da cidade. Na parada, um homem conversava ao celular, falando extremamente alto (como se o condenado com quem ele conversava fosse surdo), o que imediatamente chamou a atenção de todos no ônibus. Não satisfeito, o homem elevou a voz ainda mais e emendou a seguinte pergunta ao cidadão que o ouvia do outro lado da linha:

"Tu tem DADO em casa" (risos)????

Não teve jeito. Todo mundo riu.

A roda de melancia. Eu já tinha visto tudo: roda de amigos bebendo cerveja, bebendo cachaça, bebendo vinho, bebendo montilla...tudo isso comendo tira-gosto, geralmente carne assada. Mas o que eu vi hoje era diferente. E engraçado.

Uns cinco caras de meia-idade sentavam-se em uma mesa de bar (daquelas metálicas mesmo, cor vermelha), e na mesa uma melancia cuidadosamente cortada em apetitosos pedaços, dos quais todos comiam satisfatoriamente. Eu não acreditava no que estava vendo: Uma roda de MELANCIA!


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Como diria o Narcísio, existir é divertido!



terça-feira, 25 de setembro de 2007

Eu deveria estar dormindo

Passa da meia noite. Quase meia-noite e meia, pra ser mais preciso.

Eu me pergunto (o Google não me respondeu satisfatoriamente): o quê um cara que tem que acordar no outro dia bem cedo pra ir trabalhar fica fazendo acordado até 1 da manhã? Eu, que sou esse cara, não sei ao certo.

O fato é que penso estar perdendo alguma coisa se for dormir cedo. Pura paranóia. E eu tenho consciência de que isso é loucura, aumentando ainda mais o status de paranóia que essa mania tem.

quando chego em casa da Universidade, fico pensando e remoendo: "meu Deus, o que foi que eu fiz de bom hoje?". Quase sempre chego à seguinte conclusão: "fora fazer as pessoas sorrirem, nada". Falta produtividade. Justo eu, que outrora fui um aluno exemplar, de redações bem-feitas e notas altas. Agora aqui estou eu, me cobrando quanto ao meu próprio desempenho (não que eu esteja tirando notas baixas). Esse é o principal fator que me tira o sono. Atualmente, estou tentando não dar a mínima pra o que os outros falam. Isso até que é legal, mas não têm sido fácil conseguir.

amanhã, por volta das 06 da manhã, lembrarei desse texto com muito arrependimento, mas fazer o quê, eu não consigo dormir cedo.

Ah, chega. eu deveria mesmo estar dormindo.


sábado, 22 de setembro de 2007

Suor e gás carbônico

Ouvem-se ruídos estranhos.

Uma porta abre-se, e logo a visão do que está acontecendo naquele lugar é revelada ao próximo condenado a adentrá-lo. Pessoas com expressão de dor e sofrimento. Muito barulho. Após a porta, um ser de aparência maquiavélica recebe aos que por ele passam. Todos são espetados e prensados contra ferros, numa explosão de dor e castigos. O calor é insuportável, e momentaneamente um aviso sonoro ecoa pelo ar saturado de suor e gás carbônico. Seria a chamada para o próximo infeliz apresentar-se e ser castigado?

As pessoas se espremem umas contra as outras num estreito corredor, de onde brotam, quase que de maneira palpável, as sensações de tristeza, angústia e arrependimento. O objetivo de todos é alcançar uma estreita porta, ladeada por ferros quentes e obtusos, e finalmente sair daquele vale de chamas. O estranho ser que conduz todo esse pandemônio segue indiferente, vez por outra bradando grosserias contra os pobres coitados que ali estão. O chão treme, chacoalha e o calor aumenta. Risadas entrecortadas percorrem o ambiente: devem ser de alguma criatura das trevas que distrai-se falando da vida dos outros pobres lascados que passam por aquela penitência. Alguns ficam de braços erguidos, denotando uma posição de rendição ante o castigo cruel que os aguarda. Outros permanecem toscamente sentados, com as mãos nos rostos, com plena consciência de que não será fácil sair dali.

* * * *

Inferno?

Purgatório?

que nada.



Estou falando do Rodoviária Circular.


quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Vou-me já


Esse aí é o aviso que está escrito atrás do laboratório de Radiojornalismo lá da UESPI, visando chamar a atenção dos apertados que tem preguiça de procurar um banheiro (principalmente em festas e calouradas no estacionamento próximo ao laboratório)... Simples e direto, gostei dessa!

É por isso que eu adoro andar sempre com uma câmera fotográfica.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Shift+Delete

A todo instante o mundo me surpreende. Estou tendo o (des) prazer de conhecer novos tipos de comportamento humano, tão estranhos e intrigantes que chegam a assustar ao mais radical dos profetas do fim dos tempos.
Um deles, cruelmente experimentado por mim há alguns dias atrás, é perfeitamente integrado ao mundo da informática e das relações afetivas via fibra óptica: trata-se do "Shift+Delete". Calma, eu explico.
Se aperto as teclas Shift+Delete num computador comum, estarei excluindo um arquivo permanentemente, sem que ele passe pelo humilhante purgatório da lixeira, certo? pois é. Essa é uma nova técnica de pôr fim a amizades (mesmo àquelas regadas a bons momentos de diversão e riso). Trata-se de excluir determinada pessoa permanentemente do nosso convívio pessoal, sem nenhuma causa, motivo, razão ou circunstância (valeu, professor Linguiça), deixando a pessoa deletada sem saber o que diabos teria acontecido. É como se tudo fosse descartável, PÁ PUM! já era. Simples assim.
Convido a Antropologia, a Sociologia, a Informática, a Biologia e os profetas do sertão para me ajudarem a entender esse novo fenômeno da era da internet e da falta de consciência.

quem me deu Shift+Delete? não importa. Também entrei na onda e deletei, oras!

sábado, 15 de setembro de 2007

Pontapé

Olá a todos.

Esse é meu novo blog. O motivo estranho pelo qual volto a escrever em um blog será esclarecido depois. Neste momento, basta saber que meus textos melhoram um pouco conforme meu estado de indignação (isso é legal). Esse pequeno parágrafo é o pontapé inicial. Aliás, o pontapé secundário, porque o pontapé inicial fui eu que levei, sem saber o porquê. Dele nasceu este blog.

Um pontapé dolorido, na alma.

alguém aí tem Gelol?