quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"Putz grill" - minhas impressões

Sempre achei que o mundo, mais do que aos espertos, pertence aos caras de pau. Depois de, há algum tempo, conhecer o gênero stand-up comedy, tive mais certeza ainda. Afinal, é preciso ser muito astuto pra subir num palco e fazer uma platéia rir munido apenas de um microfone e de um texto próprio. Aliás, de um microfone, de um texto próprio e de uma cara de pau, é claro.

Ontem, pela primeira vez, assisti a um show de stand-up. Foi o Oscar Filho, do clube da comédia stand-up e do programa CQC (Band) que se apresentou no Rio Poty Hotel, aqui em Teresina. Aliás, um local bastante incoveniente para o show. O auditório não apresentava aquele declive das poltronas – o piso era reto mesmo, e isso é um detalhe altamente desagradável quando o humorista em questão parece um anão de jardim. Tive que ficar me esticando o tempo todo pra ver melhor.

O show começaria às 20h, e eu cheguei às 19h30 ao hotel pensando que ia pegar um lugar privilegiado. Mais uma vez me lasquei e só consegui uma modesta sétima fileira, em uma cadeira atrás de um pirralho que me incomodaria bastante durante a apresentação. O show “Putz Grill” começou com 26 minutos de atraso, e quando o Oscar apareceu, foi aquele escarcéu. Sem mais delongas, ele começou o show, muito bom por sinal. Devo dizer que o talento do Oscar como ator o ajuda bastante no stand-up. Eu e meu amigo Ben Rholdan (que conseguiu ir de última hora) rimos durante todo o show, como se fôssemos deputados absolvidos em alguma CPI de Brasília.

Como eu previa, algumas menininhas deram em cima do Oscar durante o show, e ele, é claro, levou na malandragem (mas com a devida empolgação). Com um texto totalmente novo, botou todo mundo pra gargalhar. O pirralho à minha frente se deliciava com as piadas e, não contente em gargalhar, batia com violência os pés no chão, o que gradualmente me enchia o saco. Quando o show terminou, eu estava com dor de barriga de tanto rir. Rholdan reclamou de uma dor nas articulações do queixo, que ele também atribuiu às muitas risadas.

Assistir ao show “Putz Grill” só fez me deixar ainda mais fã do formato stand-up comedy. Alguns amigos até me incentivaram recentemente a escrever textos para stand-up. (“Pô Dowglas, você é engraçado pra caramba... por que você não tenta?” Insistiram tanto que acabei escrevendo algumas linhas descompromissadas, muito pouco ainda. Assim que eu arranjar dinheiro (pra pagar as pessoas pra rirem das minhas piadas) eu ponho em prática.

Agora é esperar por mais show como esse. Quem sabe o Rafinha Bastos, o Danilo Gentili ou o Fábio Rabin não resolvem aparecer por aqui? E que nunca mais uma criança hiperativa resolva sentar perto de mim.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Minha vez no "meme dos segredos"


De acordo com meu amigo Daniel, a idéia deste post é cumprir o “meme” de contar segredos, não é? pois vamos lá.

- Fui muito fã dos Mamonas Assassinas – e ainda sou. Lá pelos meus 11 anos, eu estava com minha mãe e com meus irmãos numa festa de aniversário da filha de um colega de trabalho do meu pai. De repente, começa a rolar a música “vira vira”, dos Mamonas. Não me contive e fui dançar perto do aparelho de som, com aquelas coreografias portuguesas típicas mesmo, em uma das cenas mais ridículas já vistas pela civilização ocidental.

- Aos 14 anos, fui assistir ao jogo Flamengo x Gama, em Brasília, no estádio Mané Garrincha. A partida, válida pela copa João Havelange (sim, o campeonato brasileiro havia mudado de nome naquele ano) começaria às 16 horas daquele domingo ensolarado, porém eu cheguei ao estádio pouco depois das 13 horas. O estádio, como em todo jogo do Flamengo, estava cheio até a tampa de flamenguistas. Eu, um São Paulino, acompanhei meu tio e fui pra geral do Flamengo. Acabei contagiado por aquela torcida dos infernos e a cada gol do rubro-negro (foi 4 a 2 pro Flamengo) eu gritava como se fosse um torcedor do time! Quando Petkovic fez um golaço de falta eu gritei tanto que parecia ser final de copa do mundo. Hoje em dia esse episódio me envergonha e me faz ter vontade de tomar ácido sulfúrico.

- Ainda em Brasília, no meio de uma aula de Física, meu nariz começou a sangrar em plena sala de aula. Sangrou tanto que tive de ser levado à diretoria da escola, com a camisa do uniforme tão ensangüentada que eu parecia ter sido atropelado. Não preciso dizer que fiquei morrendo de vergonha.

- No colégio Édison Lobão, certa vez o professor pediu a encenação de uma pequena peça teatral na sala de aula, de forma improvisada. Eu tinha 17 anos. A peça era sobre algo como lendas do mar. Havia alguns papéis a serem divididos entre os colegas – entre eles o de “Iemanjá, a rainha das águas”. No meu grupo só havia homens (éramos a turma do fundão). Fizemos um sorteio pra definir quem seria o desafortunado a interpretar iemanjá e, quando o professor puxou o papelzinho e aparece o nome DOWGLAS, meu destino estava selado. Em um capricho do capeta, eu teria de interpretar Iemanjá!!! Joguei uma toalha na cabeça pra cobrir meu rosto envergonhado e mandei ver, em uma atuação que ficou mais pra bruxa do mar. Isso em meio às risadas de todos, é claro.

Na mesma época e na mesma escola, alguns colegas de classe me empurraram pra dentro de um banheiro feminino e me trancaram lá. Eu fiquei esmurrando a porta e implorando pra sair. Do lado de fora, risadas e mais risadas.Eu podia jurar que havia uma platéia do outro lado daquela porta. Quando meus algozes finalmente me libertaram, havia juntado gente na porta do banheiro, todos com o único propósito de caçoar de mim, claro. Bando de sádicos.

Esses aí são os que eu lembro agora. Se eu lembrar de mais coisa, não hesitarei em contar aqui – afinal esse é um blog de humor hihihi.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ter amigos é outra coisa....

Realmente, ter amigos é uma coisa muito boa. Ontem o meu brother Maycon (irmão de outro brother "das antigas", o Marcos) entrou em contato comigo perguntando se eu gostaria de ter um autógrafo do Tenente Coronel Aviador Marcos Cesar Pontes, mais conhecido como Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. Ele havia conseguido alguns autógrafos em um evento em São Luís. Claro que eu queria! sou fã do Marcos Pontes. Muita gente critica a missão em que nosso astronauta foi ao espaço em 2006, afirmando que só serviu pra "plantar feijõezinhos no espaço", mas eu vejo por outro lado. Ele honrou o nome do Brasil lá fora (lá fora do país e lá fora do planeta) através de uma valorosa conquista pessoal e homenageou um outro brasileiro, cuja história não vem recebendo um quinto da atenção que merece - Alberto Santos-Dumont. Maycon veio me entregar o autógrafo em casa, e eu fiquei muito alegre, apesar de ter extraído um terceiro molar na mesma tarde.

Também tem outra pessoa, da qual não vou nem falar muito porque eu já disse 345 vezes que ela é genial. Kleidianne, Dianne ou Manguita - uma das pessoas mais diferenciadas com quem já tive a oportunidade de conversar. Ele me dedicou, no Manguita, um selo, não qualquer selo, mas o selo da proximidade. Obrigado por desejar que eu esteja próximo, Dianne! é que você é engraçada e inteligente, e eu gosto de "me aproximar" de pessoas assim hehehe. Pena que você não estuda mais com a gente. Sobre o selo, taí embaixo... tô pensando em pra quem vou dedicar.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diretamente do Pará

BANDA CALYPSO É INDICADA AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ

A banda paraense Calypso foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, segundo o site do jornal Diário do Pará.

A indicação de Joelma, Chimbinha e companhia deveu-se a "seu relevante trabalho humanitário em prol dos carentes da região Norte", informa a nota oficial do Comitê da Paz.

O anúncio aconteceu durante um coquetel nesta segunda-feira.

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Olha só! quem diria que a Banda Calypso se tornaria uma espécie de U2 Brasileiro...

Já imaginaram o que acontecerá se a banda ganhar o prêmio Nobel? pois é, eu já.

Eu imagino a Joelma ocupando a tribuna de honra pra fazer o "discurso da vitória", começando por aquele grito estridente e característico:

CALYPSOOOOOOOOOOOOOO........


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Férias e terceiros molares

Eu estou de férias. Curtas, mas são férias. Nem se se posso considerar "férias" um período no qual vou extrair dois terceiros molares, a pedido da Dra. Kelly (ortodontista). Vai doer pra caramba, eu sei disso. Eu vou ter de ficar de repouso absoluto, eu também sei disso. Vai ser um saco? não necessariamente. Se eu puder ficar sentado, pelo menos me divertirei no simulador de vôo.

Pelo menos estarei sob os "mimos" da minha mãe e sob as histórias engraçadas do meu pai.

Semana que vem meus terceiros molares se vão - com eles, serão cinco os dentes que já terei extraído no meu sofrido, tortuoso, cansativo, torturante, doloroso e penoso tratamento ortodôntico.

Até.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Professor Pardal

Lembram do Grill do George Foreman? Pois é. Descobri no orkut que não foi ele quem inventou.


Tá, campeão. E eu inventei o Ipod.

Essa aí poderia ir tranquilamente pra aquele site "grandes pérolas do orkut". A tecla printscreen têm trabalhado bastante comigo nesses dias...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Infância feliz

Nos primeiros anos de escola, certo dia uma professora tentou desenhar um violão no quadro da sala de aula, e o desenho ficou muito tosco. Eu, com não mais que cinco anos, falei: "professora, isso aí tá parecendo uma pá!". Peguei um pedaço de giz, fui até o quadro e desenhei um violão.

Aprendi a ler muito cedo. Aos 4 anos, fui tema de uma matéria do jornal local da minha cidade (São João dos Patos-MA) por já ser capaz de ler muita coisa. Mais tarde, descobriram que essa história de superdotado não passava de alarme falso.

Na mesma época, eu costumava cantar as músicas do Fagner. Eu gostava também de cantar "amanheceu, peguei a viola", do Rolando Boldrin. Minha mãe, claro, achava o máximo.

Em mais uma das esquisitices da minha infância, eu costumava repetir o slogan do Baygon. Aliás, eu era vidrado em comerciais!

No meu aniversário (quatro anos), ganhei de uma tia o famoso Anfibius (carrinho da estrela, ícone dos anos 80). Eu o tenho até hoje, quase 20 anos depois.

Certa vez meu irmão mais novo pegou uma tesoura e cortou uma parte do meu cabelo, deixando um "buraco". Eu tinha uns sete anos.

Na escola, fui muito atormentado. Sempre fui o mais baixinho. Minha única "arma" eram as caricaturas que eu fazia dos meus colegas.

Sou muito tímido - e na época da escola não foi diferente. Sabendo disso, um grupo de meninas da minha sala (acho que estávamos na 8ª série) reuniu-se para fazer algo surreal: passaram batom nos lábios e me atacaram, enchendo de marcas de batom a camisa do meu uniforme (branca). A professora me encaminhou para a diretoria, onde me deram uma camisa diferente - a do uniforme dos professores, que era amarela. Todos de branco, e eu de amarelo.

Eu, como todo garoto, gostava de brincar de "polícia e ladrão". Normalmente brincávamos com pedaços de madeira representando as armas, mas um dia comprei um revólver de brinquedo, daqueles que usavam espoletas pra simular tiros. Já cheguei no lugar da brincadeira atirando - as bombinhas faziam um barulho danado. Meus amigos se assustaram e subiram nas árvores achando que era um revólver de verdade.

Certa vez me disfarcei de mister M e quase matei minha mãe e uma vizinha de susto.

Também curtia esconde-esconde (na minha terra era conhecido como "se esconda"). Só brincava à noite, ia até mais tarde. Certa vez me empolguei tanto com o suspense da brincadeira que fui me esconder em outro bairro da cidade, tamanho era o medo de ser pego.




Puxa vida, eu já tenho 23 anos.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Brasileiro é louco por carro. Louco mesmo!

O portal G1 publicou uma matéria com uma série de questões a respeito de certos cuidados com o motor do carro. Eu, como um apreciador de motores em geral, Li a matéria - muito interessante, por sinal.


Até aí tudo bem. Mas eu resolvi ir além e fui dar uma olhada nos comentários da matéria. Muita discussão sobre marchas, troca de óleo, amortecedores... mas olha só o que eu achei lá no meio (clique na imagem pra aumentar)



Meu pai tem carro, mas também tem uma bicicleta barraforte hehehe.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mundo maluco

Essas eu vi no portal GP1:


Essa é daquelas que, pra ficar bonita, passa por cima de tudo e de todos.

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Eu imagino a cara do cidadão recebendo a encomenda em casa. Deve ter sido tipo assim:

CIDADÃO - Como é que você me entrega um negócio desses? tá doido?

ENTREGADOR - É que eu vi uma fumaça subindo da sua casa e... pensei que fosse aqui!

CIDADÃO - Eu tô fazendo churrasco, ora bolas!

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Não acredita? então clique aqui e aqui.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Atarefado

O que tenho: idéias e mais idéias.

O que não tenho mais: tempo pra transformá-las em posts aqui.

Ocorre que estou na fase final de elaboração do meu projeto de pesquisa, uma coisa que está sugando a minha vida e fazendo com que meus olhos fiquem vermelhos "como se tomates o fossem". Tudo bem, é um simples projeto de pesquisa, mas tem todo um contexto, coisa e tal.

Dois artefatos tecnológicos tem povoado meus sonhos pra encher este blog de coisas: uma câmera fotográfica pra captar as bizarrices que vejo por aí (a minha se foi há tempos) e um scanner pra digitalizar minhas charges ( o daqui tá com problema - se fosse um scanner corinthiano tava com pobrema).

Mas eu prometo: novidades estão por vir.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Livros e reformas

Tem coisas que só acontecem comigo mesmo. No ano passado, eu, como um estudante consciente da importância da língua portuguesa (forçando a barra), comprei pela internet a melhor gramática que encontrei, depois de fazer uma pesquisa criteriosa. Evanildo Bechara ou Celso Cunha? acabei encomendando a segunda opção.

As normas do nosso idioma permaneceram inalteradas por séculos a fio, mas quando eu resolvo comprar uma gramática (incidente RARÍSSIMO), dez meses depois surge uma reforma ortográfica pra bagunçar tudo. Resultado: minha gramática (que custou caro) agora está desatualizada. Eu é que não vou arriscar comprando mais uma, vai que resolvem fazer outra reforma... Tenho medo de comprar um livro de matemática para concursos e, meses depois, matemáticos do mundo inteiro assinarem um acordo no qual decidam que 2 + 2 = 5.

Ah, já imprimi as novas regras da ortografia e anexei à minha pomposa gramática. Só falta reaprender a usar o hífen.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cuma?

No começo do século XVII, William Shakespeare escreveu, em Hamlet, a famosa frase To be or not to be, that's the question (ser ou não ser, eis a questão). Agora, mais de quatro séculos depois, um cidadão resolveu inovar ao (tentar) escrever o verbo ser na parte de comentários de um site de notícias.


"Sou" com cedilha??? nem adianta falar que é por causa da tão comentada reforma ortográfica. Afinal, eu não çou idiota.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

FAIL!

Vida de jornalista não é fácil (ainda bem que eu já sei disso antes de entrar oficialmente no mercado). Nem sempre aquela pauta que promete render uma boa história satisfaz as expectativas. No jargão jornalístico, dizemos que a matéria caiu quando acontece algum imprevisto que inviabiliza a realização da mesma. Mas, como acontece no vídeo abaixo, às vezes a matéria cai literalmente mesmo:



Um salto mortal como esse é ótimo pra curar hérnia de disco.

Fazer o quê... a vida continua (e a matéria também - afinal o repórter pegou o microfone depois)...

sábado, 3 de janeiro de 2009

Superman de pijama

Vestido de Super-Homem, pai salva esposa, filhos e cachorros

Não existe incêndio perigoso demais quando você está protegido por... uma camiseta do Super-Homem.

O "uniforme" era o pijama de James Irvine, de 32 anos. Ele estava dormindo, quando ouviu barulhos estranhos e desceu as escadas de casa: era um incêndio, que já tomava conta do lugar.

James conseguiu levar para fora de casa sua esposa, os dois filhos, e nove cachorros da família. Ninguém ficou ferido, e o herói ainda resgatou alguns brinquedos das crianças antes da chegada dos bombeiros.

Segundo reportagem do britânico "Telegraph", o fogo foi causado por uma vela que fazia parte da decoração de Natal. James, que mora com a família em Stowmarket (Suffolk, Inglaterra), diz que apenas tentou se manter abaixado, procurando lugares específicos da casa para respirar.

O filho mais velho, Joseph, de 4 anos, elogiou o pai: "Ele é um herói de verdade". Segundo os bombeiros, o resultado poderia ser fatal se James demorasse um pouco mais para acordar e perceber o fogo.

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O cara foi lá, enfrentou o fogo, salvou a esposa, os dois filhos e os nove cachorros (NOVE!). E estava vestido de Super-Homem. Mas como será que ele teria reagido se estivesse vestido de Robin (o companheiro do Batman) ????

"Ai, eu não entro nese fogo nem morta! esse vapor vai arrasar a minha pele, uiiiiiiiii...."