quinta-feira, 29 de maio de 2008

Meu nome é Dowglas, com dáblio mesmo

Hoje recebi minha carteirinha de estudante nova. Me chamo Dowglas Lima Barbosa Sousa, mas a carteirinha diz que meu nome é Douglas Lima Barbosa Sousa. Não entendo o porquê de tanta confusão por causa de uma letra.

A carteirinha veio com um erro no meu nome, mas preferi não encaminhá-la pra correção. Não estou nem aí, tem foto no documento. O que me deixa intrigado é que tem gente que não consegue de jeito nenhum pronunciar meu nome por causa desse simples "dáblio" no lugar do U, mas na hora de falar nomes estranhíssimos que vejo por aí, como Wrias, Kenard Kruel, Merlong Solano, etc, ninguém se enrola. Mas no meu nome tropeçam... vai entender.

Quando fui ao Detran, no Teresina Shopping, há algum tempo, uma das funcionárias ficou inconformada com meu nome. "Mas meu marido se chama Douglas também e o dele não tem dáblio", dizia ela. A moça em questão simplesmente não concebia a possibilidade de um dáblio fazer papel de U em um nome próprio. No auge da confusão eu falei:

- Você conhece o governador Wellington Dias?

E a polêmica foi resolvida.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Em casa...

Estou descansando um pouco na casa dos meus pais, na bucólica e pacata São João dos Patos. Só alegria. Passeando, revendo familiares e amigos... é sempre muito bom poder vir à minha cidade. Nas minhas andanças, estou procurando também coisas interessantes (leia-se acontecimentos toscamente esdrúxulos) para render texto pra esse meu blog.

É bem a minha cara mesmo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Um presente valoroso

Hoje pela manhã tive uma surpresa muito gratificante: ganhei um exemplar autografado do livro Cara e Coroa, do grande chargista Jota A, de quem sou fã de carteirinha. O livro reúne alguns dos seus melhores trabalhos, tão reconhecidamente admirados e premiados em todos os salões de humor Brasil afora.

Para se ter uma idéia do prestígio desse maranhense de Coelho Neto que fez carreira aqui em Teresina, os prefácios de Cara e Coroa (sim, dois prefácios! Genial, Jota!) foram escritos por ninguém menos que o grande Ziraldo e pelo ator e humorista piauiense João Cláudio Moreno. Em seu escritos, ambos demonstraram grande admiração pelo trabalho do chargista. Aliás, quem não admiraria um traço tão firme, um estilo tão simples e ao mesmo tempo incisivo, além de uma vocação tão grande para transformar coisas desse nosso cotidiano insano em comunicação visual de primeiríssima qualidade (leia-se sacadas engraçadíssimas)?

Já tive a oportunidade de participar de uma roda de discussões com o Jota A, no ano passado, na UESPI. Antes de começar o bombardeio de perguntas dos meus colegas alunos de Comunicação, eu já sabia: a primeira pergunta que iriam fazê-lo seria esta: “como você cria suas charges todos os dias? É muito difícil?”. De fato, acertei na mosca. Não lembro mais quem perguntou na ocasião, só sei que ele respondeu com a timidez e a serenidade de sempre que, como afirmou João Cláudio Moreno, “tentaram, em vão esconder sua obra”. Ele teve que sair apressado logo depois (tinha que ir pra redação do jornal O Dia, no qual publica suas charges diariamente), mas valeu a pena, ah se valeu.

Na hora do traço, a hora da verdade, Jota A deixa a timidez de lado e nos faz rir de nós mesmos. O poder denunciador das situações vividas pelos seus personagens é de um alcance incomensurável. Na verdade, esses personagens somos todos nós, que estamos no olho desse furacão chamado Brasil. Obrigado, Jota A, por proporcionar seu talento a todos nós. Um chargista é um artista multifacetado e versátil, e essas qualidades aplicam-se perfeitamente ao maior chargista do jornalismo piauiense. Um profissional humilde nas atitudes, e superlativo na criatividade.

Blog do Jota A: www.jota-a.blogspot.com

Agradecimentos ao meu amigo Francisco Júnior, lá da PREX - UESPI, através do qual Jota A ficou sabendo da minha admiração por seu trabalho e mandou-me o livro. Valeu mesmo, Francisco Júnior!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

É campeãããããããão!

Seleção do Maranhão é campeão no basquete feminino

(meionorte.com, 14/05/08)


Já quem escreveu esse título tá na zona de rebaixamento quando o assunto é concordância.

Ah, mas as regras existem pra que sejam quebradas, não é? pois é.






nem sempre.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vade Mecum, ou vá de busão mesmo

o que percebo é que a maioria dos estudantes universitários de Teresina que não cursam Direito queriam, na verdade estar cursando Direito. Outra quantidade significativa queria fazer Enfermagem. Interessante, não?

Mas será que algum dos estudantes das diversas faculdades de Direito daqui de Teresina (com seus respectivos bares nas redondezas) saberia explicar, com absoluta clareza, objetividade e concisão, o que é Direito?

Bem, eles eu não sei. mas esse cara sabe:



Hélpis!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Improvável sim, impossível não

O Clube de Regatas Flamengo foi eliminado da Copa Libertadores da América. Segundo Sérgio Noronha, comentarista-mais-que-flamenguista da Rede Globo, isso era impossível. Mas ele estava errado. Parecia improvável, isso sim. Ontem, o time carioca entrou em campo de salto altíssimo (e depois dizem que nós, são-paulinos, é que somos "bambis") e não respeitou o América do México como deveria. Resultado: 3 x 0, para o desespero de Luís Roberto de Múcio (narrador, também flamenguista), durante a transmissão de ontem à noite.

Numa copa Libertadores um time não pode se dar o luxo de entrar em campo em clima de oba-oba, mesmo que seja o flamengo, com uma vantagem confortabilíssima no placar, no coliseu (ops, Maracanã), com Obina, Diego Tardelli (CRAQUE DE BOLA) e tudo o mais. Ontem, Tardelli, que deu o título Carioca ao Flamengo, nada pôde fazer. O Flamengo perdeu para o América, mas acima de tudo foi derrotado pela própria arrogância, que nos últimos dias já tinha atingido níveis insuportáveis. Os flamenguistas pularam, sambaram, sapatearam e dançaram tango em cima do Botafogo, até fizeram uma camisa comemorativa do Bi Carioca bem antes de a bola, de fato, rolar. Isso foi um desrespeito. Também chamaram os botafoguenses de chorões, coisa e tal. Tudo bem, coisas do futebol, brincadeira sadia. Mas ontem foi o goleiro Bruno, com seus companheiros, que caiu no pranto.

Não tirei onda com nenhum dos maeus (vários) amigos e familiares Rubro-Negros, pois sei que o São Paulo Futebol Clube ainda está na competição, o que o coloca em risco de ser também eliminado em uma rodada posterior (bate na madeira!). Algo me diz que a recíproca não seria verdadeira se o SPFC tivesse perdido em casa ontem e o Obina tivesse matado a pau no maraca. Eu estaria com a cabeça ENORME agora mesmo. Mas desejo boa sorte ao técnico Joel Santana na sua próxima tarefa e ao Técnico Caio Júnior, para que possa trabalhar com tranquilidade e satisfazer à maior torcida da via láctea.

Já a rede Globo... Pois é. É preciso ter estômago pra assistir a transmissões tão rubro-negras.

afinal, é como diz meu grande amigo Júnior "Bierhoff": "Mengão é Mengão".

PS: ontem o Souza ficou 372 vezes impedido e saiu ainda no primeiro tempo, sob vaias de parte da torcida. Por que será?


terça-feira, 6 de maio de 2008

Gosto é como Orkut, cada um tem o seu

Muitos me questionam quanto ao uso constante do site de relacionamentos Orkut. Muita gente pensa que eu fico horas a fio bisbilhotando a vida alheia, abrindo perfis, olhando álbuns de outros, etc. Quando afirmo que não faço isso e que tal postura não me interessa nem um pouco, ninguém acredita. Afinal, o usuário é quem decide o uso que faz dessa ferramenta, que pode ser muito útil ou muito inútil para qualquer pessoa.

Se seu objetivo é vigiar a vida alheia e viver num eterno Big Brother (sem ter que esperar o do fim do ano da Rede Bobo), o Orkut é ideal. Nunca se viu tanta informação sobre a vida particular das pessoas tão facilmente disponíveis. Ainda há alguma privacidade, como a a capacidade de restringir conteúdos e decidir quem pode ver determinada informação (ou não) sobre este ou aquele perfil.

Mas se seu objetivo é debater em FORÚNS sobre assuntos do seu interesse (com pessoas de mesmo interesse), o Orkut é mais ideal ainda. Uso o Orkut como uma ferramenta que me possibilita conversar sobre as coisas que gosto e tirar dúvidas com quem entende dos assuntos que me dizem respeito. O intercâmbio de experiências, informações (estas sim, úteis) e conhecimento não tem precedentes. Fiz vários amigos na área da aviação e dos quadrinhos, por exemplo, através do orkut. Isso não tem preço, e me possibilitou uma melhoria na qualidade de vida. Esse sim, é o verdadeiro trunfo do Orkut.

Mas, apesar disso, ainda há os que ignoram os fóruns de discussão e a verdadeira finalidade do Orkut para inteirar-se da vivência do outro. Há também os criminosos, como os pedófilos e racistas (eu mesmo já ajudei a denunciá-los algumas vezes utilizando os recursos oferecidos pelo site). Cabe a cada um fazer o uso que quiser do Orkut. O quê? você acha que o orkut é modinha, coisa de adolescente e tal? simples, veja o site como eu vejo: um bom e proveitoso FÓRUM de discussões. O mundo seria bem melhor se cada um cuidasse somente da própria vida, e essa lição o Orkut ilustra de forma surreal.


sábado, 3 de maio de 2008

Só no ensaio

Souza avisa que tem nova comemoração

(globo.com, sábado, 03/12/08)



Pois é. Só falta ele ensiná-la pra quem, de fato, tem chance de comemorar gols: Obina e Diego Tardelli (o eterno reserva).


Ah, nesse domingo eu sou fogão desde criança. Não é que eu não goste do Flamengo, é que estou torcendo pelo Cuca. Chega de bater na trave!


ATUALIZAÇÃO
: Aconteceu exatamente como eu disse: OBINA (the illuminated) e Diego Tardelli decidiram a partida e deram ao Flamengo o segundo título em um único campeonato (só no carioca isso é possível). É por essas coisas que eu mantenho a minha tese: Souza é o pior atacante do futebol brasileiro.

E o goleiro Bruno levou o pior frango da história do Maracanã.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quando não sigo os demais

Ontem eu estava no aeroporto de Teresina, lá pela meia noite e meia, quando resolvi passar na banca de revistas do terminal de passageiros e distrair o sono que avermelhava meus olhos, vendo algumas capas de revistas (eu não ia comprar nada). de repente, vejo uma revista que propõe-se a traçar a história da "rebeldia e do inconformismo" no século passado.

A capa trazia um agrupado de fotos de ícones do século passado, como os Mahatma Gandhi, os Beatles e Che Guevara, RBD.... mas peraí: RBD???? sim, o RBD. Logo me perguntei: que tipo de revista resolve juntar Mahatma Gandhi e RBD num mesmo tema? RBD faz rebeldia a algum paradigma da sociedade ou só dissemina mais uma das modinhas insuportáveis do cotidiano diário do nosso dia-a-dia?

Prometo esforçar-me ao máximo pra consegui a capa da revista e postar aqui pra vocês. E se der bobeira, eu ainda pego a capa da revista que traz o perfil das maiores unidades de combate de todos os tempos (que compara o BOPE aos exércitos romanos e aos Kamikazes japoneses)


domingo, 27 de abril de 2008

Enquanto as coisas não voltam ao normal...

A Universidade Estadual do Piauí está passando por uma greve - e eu consequentemente estou sem aulas. Dado esse triste fato, comunico que venho sofrendo de falta do que escrever neste blog. As coisas toscas que registro aqui só acontecem quando estou com meus amigos da Universidade, e, atualmente tenho estado mais com meus brothers da aviação (mas prometi que nunca iria falar de aviação nesse blog, pois meus dois blogs anteriores tratavam disso e ninguém dava bola).

Eu poderia escrever um post indignado sobre o caso da menina Isabella, mas não vou fazer isso. Aliás, quando me perguntam sobre a culpa ou não do pai e da madrasta (quem me pergunta sempre quer que eu diga logo que foram eles) todos ficam espantados só porque dou a seguinte resposta: prefiro deixar a polícia trabalhar. Qual o problema nisso? é melhor fazer julgamentos precipitados? tá bom, todas as evidências apontam para o casal, mas fazer o quê, deixemos a polícia trabalhar e vamos cuidar nas nossas vidas, ora bolas.

Eu também poderia fazer um post zoando o Flamengo por uma possível derrota para o Botafogo, mas fazer o quê... o Flamengo ganhou.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lembra desse?

Alguns comerciais da TV nos marcam, ficam na lembrança. O vídeo que coloquei abaixo é um comercial da Sprite, que foi exibido aqui no Brasil em 2005. Vocês devem lembrar-se dele, afinal, não é antigo e, além de tudo, é original e fantástico.



Aposto que você se arrepiou... música perfeita, idéia perfeita!

domingo, 20 de abril de 2008

Surpresa

O jovem moço estava aguardando o ônibus no terminal movimentado naquele dia movimentado, típico daquela movimentada cidade. Precavido, ele pretendia chegar antes da hora do início do expediente, pois queria verificar sua caixa de e-mails sossegado. Já estava ali há dez minutos, esperando o ônibus nº 109, o qual toma todos os dias, e com cuja lotação já se acostumou. O pé esquerdo já batia no piso do terminal repetidas vezes , e o rapaz, impaciente, olhava os ponteiros do relógio de pulso em intervalos de tempo cada vez mais curtos. Foi aí que ela chegou.

Uma morena de cabelos lisos, pele clara como o mármore das colunas do Capitólio (ou como as geleiras da Groenlândia, sei lá), olhos negros, e a face permeada de pequenas sardas, embelezando a pele brilhosa do rosto, sob a luz do sol da manhã. Ela conservava uma expressão séria, vez por outra interrompida por uma leve tosse, provocada pelo ar frio do início do dia. A beleza daquela moça chamou tanto a atenção do rapaz que ele, de súbito, viu-se impelido a aproximar-se e perguntar o seu nome.

Então, o ônibus dela, o nº 239 chegou. A moça subiu e o rapaz, na iminência de perder de vista para sempre aquela belezura, esqueceu o horário, o emprego, o ônibus nº 109 e o resto da vida: subiu também no nº 239. Algum tempo depois, ela desceu do ônibus, e ele desceu na mesma parada, num calçadão com ladrilhos vermelhos e brancos, dispostos de forma irregular. Fianlmente ele a alcançou em seu passo rápido, e, com a mão sobre o ombro daquela obra dos Deuses, finalmente perguntou:

- Qual o seu nome?

Ela virou-se e, num movimento rápido, tirou a mãozinha delicada do interior do casaco escuro que vestia. Para a desagradável surpresa do jovem moço, a mocinha trazia na mão direita um soco inglês, com o qual ela o atingiu o lado esquerdo do rosto num golpe certeiro. Logo, nosso jovem garoto sentou uma forte dor que estendia-se da mandíbula até embaixo do olho esquerdo, passando pela boca. Logo viu-se no chão, tonto, e percebeu que a boca estava cheia de sangue: o soco arrancara-lhe um canino, um pré-molar e um dos incisivos superiores. O lábio superior estava destroçado e ele contorcia-se em espasmos torturantes de dor.

- Seu tarado!

E pensar que ele só queria saber o nome dela.


terça-feira, 15 de abril de 2008

Só uma picadinha...

A edição de hoje do jornal O Dia trazia uma reportagem sobre a vacinação de idosos contra o vírus da gripe em Teresina, na campanha nacional de vacinação do idoso. Na capa, a chamada para a matéria trazia uma foto interessante, de uma mulher aplicando a vacina em uma senhora idosa.

Agora reparem na cara de dor da pobre senhora na hora da agulhada:


foto: Assis Fernandes/O Dia


Agora responda sem ficar pensando: qual a expressão mais adequada para o momento de sofrimento indescritível retratado acima, seja ela uma interjeição ou outra coisa qualquer?

a) aaaaaaaaaaaaaaaai!
b) uuuuuuiiiiiiiiii!
c) carai!!!!
d) Jesussssssssssssssss!
e) mamãeeeee!!!!
f) putaquepariutádoendopracaramba!!!


PS: fontes seguras garantem que a senhora da foto ganhou um pirulito logo depois e foi embora toda alegre.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O estrangeiro que há em nós

Quando perguntam a você para que lugar você gostaria de viajar a passeio, as chances de você citar algum lugar fora do Brasil como resposta são muito grandes, não é? New York, Paris, Londres, Munique, Veneza, Los Angeles... são realmente lugares atraentes e conhecidos mundialmente. Mas você já pensou em conhecer seu próprio país?

O Brasil tem uma quantidade enorme de estrangeiros. Não estou falando dos japoneses, italianos, Franceses, Paraguaios, Uruguaios ou Argentinos. Estou falando de nós mesmos, nascidos nestas paragens tupiniquins. Nós realmente conhecemos a nossa pátria? nos respeitamos enquanto membros de uma mesma nação soberana? se alguém me fizesse essas duas perguntas, eu responderia NÃO e NÃO.

No meu ponto de vista, um habitante da hipermegalometrópole São Paulo, ou de qualquer outro lugar da abastada região Sudeste, que pensa que nós nordestinos, não conhecemos maravilhas tecnológicas como a eletricidade ou telefones celulares, não passa de um estrangeiro. Também é estrangeiro um nordestino que pensa que na região norte só há mato e índios. É um festival deprimente de preconceitos e asneiras sedimentadas em nosso povo por um senso comum emburrecedor, que me dá nos nervos.

Morei na capital federal há oito anos, por um período curto, mas suficiente para provar da ignorância geográfica de parte dos habitantes daquele quadradinho do oeste de Goiás. Eu estudava numa escola pública, porém muito boa. Eu tinha muitos amigos, gente do bem mesmo. Mas sempre vinha um engraçadinho perguntar pra mim coisas do tipo: "Ei Dowglas, como é o trânsito lá no Maranhão? só tem carroças?" ou: "é verdade que o chão lá é todo rachado por causa da seca?".

O nordeste brasileiro é uma região que sofre bastante com preconceitos, fato que torna especialmente repugnante a existência de ignorância entre um estado e outro de nossa própria região. Os maranhenses acham que os piauienses só sabem comer bode e tomar cachaça. Os piauienses são convictos de que o Maranhão é a terra da macumba, da pobreza e da miséria (quando, na verdade, Piauí e Maranhão sempre andaram de mãos dadas quando o assunto é pobreza). Todos os estados do Nordeste alimentam o senso comum de que Pernambuco é terra de maconheiros e que a Bahia só tem gente preguiçosa. Isso pra citar apenas alguns.

Eu moro no estado do Piauí, talvez o mais sofrido no que diz respeito a preconceitos. O povo daqui é muito esforçado, estudioso e ambicioso - no bom sentido, o sentido de crescer, ir pra frente. Gente humilde, trabalhadora. Mas a penosa ignorância geográfica também existe por aqui. Tenho bastante curiosidade de conhecer os preconceitos que os Ludovicenses (habitantes da Ilha de São Luís, capital do Maranhão, meu estado natal) têm com o resto do Brasil. Devem ser horríveis também. Afinal, só visitei São Luís uma única vez, ocasião na qual passei apenas um dia na cidade. Em uma próxima oportunidade, tratarei de passar mais tempo para descobrir isso.

O que está esperando? livre-se desse estrangeiro burro que há em você! Não será fácil fazer isso, ele é insistente. Mas para vencê-lo, nada como doses cavalares de leitura e informação. Nunca é tarde pra fazer isso. Afinal, viva o Piauí, o Maranhão, o Ceará, o Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Sergipe, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Pará, Amazonas, o sofrido e excluído Acre, Roraima, Rondônia, Amapá e o Distrito Federal. Viva o BRASIL, minha gente.

-O que? o leitor ainda quer ir pra Miami? então tá. perdi meu tempo escrevendo isso.


Os créditos da expressão "Estrangeiro Brasileiro" são do meu amigo Narcísio Sousa, em mais um dos seus momentos de indignação produtiva.